Ciudad del Este, Paraguai

Cartão-postal da Ponte da Amizade - travessia do Brasil para o Paraguai.


Ciudad del Leste, a segunda maior cidade do Paraguai.


Uma infinidade de lojas e barracas nas ruas movimentam o comércio da cidade.


A praça central

A praça


O simpático Gran Casino Itaipu


 
Ciudad del Este, segunda cidade mais populosa do Paraguai, é o paraíso das compras e dos preços baixos. Quem vai à Foz do Iguaçu geralmente acaba não resistindo à tentação de dar um pulinho logo ali ao lado, na cidade fronteiriça, para adquirir eletroeletrônicos, perfumes, calçados, roupas, relógios e outros artigos a preços que você não conseguiria chegar nem perto no Brasil. Afinal, estamos falando de uma cidade que se constitui uma das maiores zonas francas do mundo, com livre comércio, competindo com Hong Kong e Miami, por exemplo. Conhecida também como a cidade das muambas ou dos sacoleiros (ou muambeiros), Ciudad del Este integra a Tríplice Fronteira, juntamente com Foz do Iguaçu, no Brasil, e Puerto Iguazú, na Argentina.

Chega-se à vizinha paraguaia cruzando a Ponte da Amizade sobre o Rio Paraná. Os transportes que fazem a travessia são variados: vans, carros, táxis, ônibus, motocicletas. Acho mais seguro e confortável ir e voltar de táxi chamado pelo hotel (melhor já ir com um valor acertado) ou de veículo contratado por uma agência de turismo. Não é caro, paguei, se é que eu me lembro bem, 50 reais (aproximadamente 25 dólares) para o traslado ao centro de compras em Ciudad del Este (para 3 horas de compras), com embarque e desembarque no meu hotel (Rafain Centro), em Foz (valor de 2006). O valor é por pessoa. Porém, só depois, conversando com outros hóspedes, é que fiquei sabendo que eu não tinha feito a melhor escolha. Disseram-me que eu poderia ter ido e voltado de táxi e que poderia fazer as compras durante o tempo que eu quisesse. É que o motorista da van de turismo que nos levou até Ciudad del Leste bateu dedo no relógio dizendo que tínhamos apenas três horas para realizar as compras. Enquanto isso, ele nos aguardava em local estipulado para encontro de regresso, perto do estacionamento. É muito pouco tempo para pesquisar preços, produtos, entrar nas lojas, e ainda observar o lugar e tirar fotos (se este também for seu hobby). Portanto, uma coisa é certa: informe-se primeiro no hotel ou com pessoas que já fizeram esse tour de todas as possibilidades de realizá-lo, assim como as vantagens e desvantagens de cada uma. Lembre-se também de que o hotel sempre vai tentar te “empurrar” o serviço do qual ganha comissão. Ponha todas as opções na balança e escolha a que pesar mais a favor de suas expectativas. E uma coisa importante: evite fazer a travessia da ponte a pé, pois corre o risco de ser assaltado.

Visitei Ciudad del Leste porque estava em Foz do Iguaçu, no Paraná, para ver de perto as esplendorosas cataratas e não quis perder a oportunidade de conhecer, a uns 30 minutos, um outro país e uma outra cultura, mesmo que fosse só por algumas horas. E de adquirir algumas pechinchas além do que eu já tinha em mente comprar: uma máquina fotográfica digital e um casaco de couro. Os perfumes eu já tinha decidido comprar na Argentina, no Duty Free Shop Puerto Iguazú, de onde acreditei serem mais confiáveis. Como os perfumes são facilmente falsificados e como em Paraguai muitas mercadorias são desse nível, preferi não arriscar. Aliás, já tinha sido alertada que se deve evitar comprar perfumes dos ambulantes paraguaios porque são quase sempre falsificados. Esse alerta vale, inclusive, para outras mercadorias, como eletrônicos, e para lojas também. Por isso, muita atenção no Paraguai. Examine o produto antes de ser embrulhado, acompanhe o vendedor para ter a certeza de que o está fazendo com o artigo que você escolheu, ou, se quiser ficar mais tranqüilo ainda, peça para não embrulhá-lo. Já li muitas vezes que os vendedores podem embrulhar uma caixa vazia e, para surpresa sua, só descobre isso quando vai abri-la em sua casa, em seu país. Ou pode descobrir que não era aquilo que tinha comprado, ou seja, que comprou gato por lebre. Então, estou passando adiante esse alerta.

O comércio de Ciudad del Leste ferve de compradores e vendedores. Há centenas de lojas e camelôs que vendem de tudo. Uma das lojas de departamento mais famosas e mais confiáveis é a Monalisa. Grande e bonita, vale muito a visita. Entretanto, não foi lá que eu comprei minha máquina fotográfica e meu casaco de couro. Para comprar o eletrônico, segui a orientação do guia de turismo que nos levou às cataratas de Foz e me dirigi ao shopping center sugerido. Pesquisei preços e marcas nessa loja, mas quis conferir o que havia nas dezenas de concorrentes também. Como tinha ficado cabreira com todas, acabei comprando na loja indicada pelo guia, pois, pelo menos, eu tinha uma referência. A máquina é ótima, é uma 7.2 P-200 Cyber-shot, da Sony, nunca me deu problemas, e a bateria dura até hoje (mais de 7 anos)! Se tivesse comprado no Brasil, teria pago quase o dobro. O rapaz que me vendeu a máquina disse que, caso ela desse problema, eu poderia trocá-la por uma nova ou tê-la consertada, dependendo do seu tempo de uso, pois tinha 1 ano de garantia. O serviço seria feito via correio.

Por falar em compras, informe-se antes da viagem do limite de gastos em compras ao qual você pode chegar no Paraguai sem pagar taxas aduaneiras. Na época (2006) era 300 dólares. Evite comprar o mesmo produto em grandes quantidades porque se você for pego pela fiscalização, você pode ter problemas visto que as compras devem ser para consumo pessoal e não para fins comerciais. É importante ter as notas fiscais para mostrar às autoridades em caso de ter de prestar contas aos postos de fiscalização da Receita Federal.

Logo após ter comprado a minha máquina fotográfica, aproveitei os últimos minutos do meu tour de compras à cata do meu casaco de couro. Achei numa lojinha de rua bem pequena que me vendeu por um bom preço (em torno de 75 dólares), bem mais barato do que seria em Puerto Iguazú. O casaco é bom e bonito, mas, é claro, não poderia ser um dos melhores por esse preço, mas valeu a compra.


Valeu também andar correndo de um lado para outro, não querendo deixar passar nenhum minutinho sem observar tudo a minha volta: a arquitetura da cidade, as praças, o povo de traços indígenas, as crianças trabalhando nas ruas apregoando os mais diversos produtos (vi algumas até brigando com adultos, parecia que estavam disputando pelas vendas), as mercadorias expostas nas barracas das ruas, o vaivém das pessoas, o trânsito tumultuado etc. Ciudad del Este não tem apelo turístico, mas tem a cara de um povo, uma identidade que pode ser comparável a tantas outras, mas, assim como cada indivíduo, é única.


Aliás, o tempo curto gasto na cidade é o único arrependimento que eu trago de lá. E olha que nem o trajeto de volta me fez arrepender-me da ida, apesar de ter sido desagradável. Imagine Ciudad del Leste em janeiro, ou seja, na alta temporada e em mês de verão: repleta de visitantes e sacoleiros em um calor quase insuportável. Nossa van, com todos os assentos tomados pelos turistas, presa em um tremendo congestionamento no caminho para Foz, debaixo de um sol que o ar condicionado do veículo não conseguia dar conta. Enquanto isso, eu observava o comércio que se estendia no tráfego parado. Vendedores se aproximando das janelas dos carros oferecendo refrigerantes, cervejas, sacos de batata frita, facões, DVDs piratas, brinquedos e muitas outras coisas. Sacoleiros praticando o contrabando jogando as mercadorias por cima da cerca, na ponte. Pessoas do outro lado, encarregadas do serviço, corriam para apanhá-las e despachá-las pelo rio, para não pagarem impostos. Muitas motocicletas passando apressadas com as garupas carregando sacolas abarrotadas. 


Antes de passar para um outro ponto turístico de Ciudad del Este, o Gran Casino Parana, é preciso deixar aqui uma recomendação para quem quer visitar o centro comercial da cidade: ao circular pelas ruas, mantenha seus pertences bem guardados consigo, não exiba objetos de valor, pois o local é tido como  favorável para os assaltantes. Eu não vi nada de violento acontecer durante o pouco tempo em que estive lá, mas tomei as minhas medidas de precaução. Não deixei a cidade à noite, por isso, acho importante também checar o horário mais seguro para o turista permanecer por lá. E andei lendo que não é bom ir de carro particular, pois existe o risco de roubo e o trânsito é infernal. Deve ser bem difícil achar lugar para estacionar nas ruas lotadas. Quero deixar claro que essas são recomendações que li e ouvi e, por isso, passo adiante, mas realmente nada de perigoso me chamou a atenção na cidade durante esse curto tour.

Outra atração de Ciudad del Leste é o Gran Casino Parana. Visitá-lo faz parte da maioria dos tours noturnos para quem está hospedado em Foz do Iguaçu, não só pela proximidade, mas também pela opção de entretenimento, já que em Foz não há muito o que se fazer à noite. Os funcionários de lá são simpáticos (bem mais do que os do cassino de Puerto Iguazú, diga-se de passagem) e o ambiente é bem agradável. Não estou falando isso porque tive sorte na única jogada que eu fiz lá, ganhando uma mixaria após ter apostado uma outra mixaria, já que não gosto de jogos de azar. Fiz uma pequena aposta, acho que uns 5 dólares, mais para entrar no clima, e até que foi divertido. Depois do cash recebido na hora, fomos beber um drink no bar do cassino, que também serve algumas comidinhas, e o barman também era muito simpático. Infelizmente, não há imagens do interior do cassino para mostrar aqui porque é proibido fotografá-lo.

Conhecer o Gran Casino Parana foi um programa legal para aquela noite e foi muito fácil e rápido chegar lá. O cassino conta com um serviço de traslado que te busca e te deixa no hotel de Foz, só que há uma hora certa para a ida e a volta.

Enfim, há quem não goste de Ciudad del Leste, para falar a verdade, há quem odeie, quem só tire proveito da cidade para realizar compras. Essas pessoas reclamam da sujeira do lugar, do aspecto pobre, da confusão. Realmente, o principal desejo para quem quiser visitar a cidade deve ser o de fazer compras. Aproveitar a cidade turisticamente falando deve acontecer como conseqüência da ida às compras. Dessa forma, acho que, pelo menos uma vez, Ciudad del Leste merece a visita. Eu voltaria lá, sem sombra de dúvida, pensando numa maneira de aproveitar a viagem melhor do que da primeira vez. 

E, você, já foi à Ciudad del Leste? Se afirmativo, deixe seus comentários sobre o lugar ou suas dicas. Se ainda não foi, mas ficou com vontade de ir, o que só me resta dizer é:

BOAS COMPRAS!

3 comentários:

Anônimo disse...

Olá bom dia.

Estou pensando em ir ao paraguay no Monalisa...mas tenho algumas dúvidas... lá tem victoria secrets, bettina Barty, Herbal essences e body lotions para vender?Vale a pena a diferença de preço?Agradeço a ajuda pois não faço a mínima idéia de valores, meu e-mail para contato é annarebeca@uol.com.br Obrigada.Anna

Regina Helena disse...

Olá, Anna. Sinceramente eu não lembro, pois não prestei atenção a essas marcas. Havendo, devem ser mais baratas, pois todos os produtos que eu pesquisei estavam mais baratos se comparados aos do Brasil.

Anônimo disse...

Vou a Ciudad del Este mensalmente, se tiver oportunidade de ir novamente, curta a cidade e as compras sem medo, existem lugares maravilhosas na região central da mesma, e se vc gostar de fazer compras procure comprar em lojas que sejam estabelecidas nos shoppings. Apesar de nunca ter visto ou presenciado um assalto, todo cuidado é pouco. Ciudad del Este é tudo de bom. Se quiser dicas meu e-mail é marta3l@hotmail.com.