FLORENÇA: ONDE A ARTE RENASCEU


Seja muito bem-vindo à capital da Toscana e do Renascimento! Florença!!!



Veja como ficou nosso roteiro de dois dias em Florença.


Bem-vindo à mais monumental atração de Florença: o Duomo!



Mas, antes, vou mostrar o interior do trem que pegamos de Veneza a Florença (trem Frecciargento), pois muitos viajantes que ainda não descobriram os trens da Europa têm dúvidas sobre como são e principalmente sobre como guardar suas malas. Mesmo os vagões de segunda classe (como é o caso deste da foto) são confortáveis (aqui falo especificamente dos trens da Itália) e há espaço para bolsas pequenas (mochilas, por exemplo) nesses bagageiros superiores.



Mas há um lugar específico para malas no final do seu vagão (veja nesta foto) e, dependendo do tamanho da sua mala, ela só caberá lá mesmo. A única coisa chata é que você pode ficar sentado num assento distante desse bagageiro e não terá como ficar de olho na sua bagagem. Se você estiver viajando num assento de costas para esse bagageiro, aí é que você não a verá mesmo. Nunca presenciei nenhum episódio de alguém saltar numa estação e levar a mala de outro passageiro ou porque se enganou ou porque estava furtando. Mas pode acontecer, né? Então, para não ficar apreensiva, sempre procuro reservar meu assento perto desses bagageiros, pois minhas malas nunca são pequenas. Muitas empresas ferroviárias disponibilizam no site o mapa do vagão do trem para o passageiro escolher o seu assento. Mas é muito importante não levar malas grandes porque, além de ocuparem muito espaço, ninguém irá lhe ajudar (a não ser que um passageiro muito bonzinho se solidarize). Outra dica importante é não demorar a levar suas malas para o bagageiro, pois já estive em viagens em que os outros passageiros lotaram esse espaço com suas bagagens, mal deixando espaço para as minhas (a solução seria deixá-las em outro vagão). Mas, no fim, com calma e paciência, tudo acaba dando certo!



Agora, vamos à cidade de Florença! Da estação de trem S. M. Novella, fomos a pé e carregando nossas malas até o nosso hotel, o Casci (uns 15 min. de caminhada). Esta é a rua do hotel, com muito comércio e perto de vários pontos turísticos, entre eles, o Duomo.


Como ainda tivemos que esperar para o horário de nosso check-in, fomos fazer hora na feira de San Lorenzo, que acontece ao lado da Basilica di San Lorenzo e as Cappelle Medicee. Muitos comem e descansam nos degraus de San Lorenzo. Infelizmente, não tivemos tempo de visitar a igreja internamente, mas li que ela tem obras lindas, sendo um dos destaques as esculturas de Michelangelo. A Basilica di San Lorenzo é a segunda mais importante de Florença depois do Duomo e foi projetada pelo arquiteto renascentista Filippo Brunelleschi. Veja que sua fachada permanece inacabada, mas não faltaram propostas para concluí-la, entre elas, as de Michelangelo. San Lorenzo foi no século XV a igreja oficial dos Médicis. Ao fundo, as Cappelle Medicee (Capelas dos Médicis), que são o mausoléu da família Médici.


Vários produtos são vendidos na feira de San Lorenzo, entre os quais, artesanato, roupas, os mais diversos souvenirs e artigos de couro em geral. Fomos atendidos numa das barracas de roupas por um vendedor brasileiro muito simpático. Na foto, os tipos de bolsas e casacos de couro que podemos encontrar nesta feira.

O colorido das bolsas na feira de San Lorenzo chama a atenção das mulheres. Só não chequei a qualidade.


À esquerda, a barraca onde encontrei réplicas de estátuas famosas que são ótimas opções de souvenirs. Eu comprei a do Rapto das Sabinas. O standde número 153 (Alessandro e Silvia Belli Blanes, artigianato fiorentino), fica na Via dell’Ariento.



O Mercato Centrale fica também pertinho da Basilica di San Lorenzo, porém é coberto. Ele é muito antigo, de 1874.

O colorido das frutas do Mercato Centrale. Adoro provar o sabor das frutas de outros países.

Eu gosto de ver os mercados populares das cidades para conhecer seus produtos típicos e saber do que os seus habitantes gostam de consumir.


Depois do check-in, fomos direto à Piazza del Duomo (ao fundo).

E, então, chegamos à Piazza del Duomo, no centro histórico (bairro de San Marco), e demos de cara com a monumental Cattedrale di Santa Maria del Fiore, ou seja, o Duomo. O campanário (Campanile di Giotto), igualmente magnífico, fica ao lado.

O Duomo deve ser a primeira visita a ser feita em Florença. É uma das maiores catedrais do mundo e de uma beleza ímpar! Atrás, a enorme cúpula do Duomo, que é vista de vários lugares da cidade. Sua cúpula foi um grande sucesso de engenharia na época do Renascimento.


O Duomo e o seu campanário ao fundo. Ao redor da Piazza del Duomo, muitos restaurantes e cafés. Florença se espalha ao redor dessa praça.


O que mais chama a atenção no Duomo, além do seu tamanho, é sua fachada de mármore colorida. Mármores rosa, verde e branco decoram a fachada da catedral junto com seus painéis e esculturas. O resultado é uma obra de arte esplendorosa, aliás foi com esse objetivo que foi construído o Duomo. E até hoje é o maior projeto de construção em Florença. Eu não me cansava de olhar para essa fachada!


O Battistero di San Giovanni fica ao lado do Duomo. O revestimento do batistério é de mármore branco e verde.


A multidão de turistas se espalha pela Piazza del Duomo e um tanto deles em frente ao Batistério para fotografar o seu famoso portão de bronze.

A movimentada Piazza del Duomo. O problema de se visitar Florença na alta estação são as hordas de turistas. Há longas filas para quase tudo!


O Duomo é antigo; suas obras foram iniciadas em 1296. Os visitantes podem subir até sua cúpula, mas não há elevador. Nem cogitamos por causa do calor e por causa do pouco tempo que tínhamos na cidade. Afinal são 463 degraus que têm que ser vencidos.


Algumas das esculturas da fachada do Duomo de Florença, uma magnífica catedral de estilo gótico.


A Piazza del Duomo fica repleta de gente. No verão, essa visita pode ser um pouco estressante.

A Piazza del Duomo, a enorme fila para entrar na catedral e o batistério ao fundo.

Então, finalmente, entramos no Duomo (entrada grátis). Pessoas vestindo camisetas, shortinhos e decotes não podem entrar. Para não ter problema, já levei minha echarpe e coloquei por cima do decote do meu vestido. O interior do Duomo é bonito, mas já dá para ver nesta foto que nem se compara à sua fachada. Muitas de suas obras de arte foram para o Museo dell’Opera del Duomo.

O interior do Duomo de Florença. À direita, a cúpula decorada com afrescos, representando o Juízo Final.


Outra amostra do interior do Duomo. Ao fundo, o Relógio para as Horas Canônicas, de 1443, que funciona com a hora itálica.

O Relógio para as Horas Canônicas gira em sentido anti-horário.


O mosaico com mármores coloridos do Duomo é fascinante!

Panorâmica do Duomo de Florença. É tudo muito grande; de perto não dá para capturar em fotos a grandeza de todo o complexo.


Ao fundo, o Campanile di Giotto (portanto, projetado por ele, por Giotto), que tem 85 m de altura. É possível ir ao seu topo, mas, assim como no Duomo, não há elevador. É preciso subir 414 degraus. Se quiser ter uma incrível vista da cidade, suba lá. Sua fachada também é decorada com mármore de cores branca, verde e rosa.


Depois entramos no Battistero di San Giovanni, que é o edifício mais antigo de Florença. A entrada é paga; na época custou 5 euros. O bom é que quase não havia fila para entrar. A cúpula do Batistério, em lindos mosaicos, mostra, entre outras coisas, imagens de morte e ressurreição. Cristo está no centro recebendo as almas no céu com a mão direita e condenando outras ao inferno com a mão esquerda. Veja os anjos à esquerda e os demônios à direita sob os pés de Cristo. Observe também os mortos saindo dos túmulos para o Último Julgamento, para "prestar contas" com Deus. À direita de Cristo, estão as almas boas, as que se salvaram; à esquerda de Cristo estão as almas daqueles que pecaram na Terra, sendo conduzidas para o inferno.  


A cúpula do Batistério.


Esta é a fonte do Batistério de Florença, onde muitos florentinos famosos foram batizados. Dante, o escritor de A Divina Comédia, foi um deles.



Altar central do Battistero di San Giovanni.



Agora olhe este portão de bronze do Batistério (na verdade, são dois portões que formam um par) e veja a obra de arte. Os relevos tão bem feitos e bonitos levaram Michelangelo a chamá-lo de “Portão do Paraíso”.


O “Portão do Paraíso” foi construído para celebrar o fato de Florença ter ficado livre da peste que abalou a Toscana. O portão retrata cenas do Antigo Testamento.

Amostra dos relevos do “Portão do Paraíso”. Houve uma competição para ver quem teria mais talento para construir esse portão e dois artesãos venceram juntos: Brunelleschi e Ghiberti. Mas, como eram rivais, acabou que somente Ghiberti trabalhou no portão (por 26 anos!). Entretanto, os painéis daqui são cópias. Os originais estão no Museo dell’Opera del Duomo, bem protegidos das condições climáticas.



Depois lá fomos nós para a Praça da República (Piazza della Repubblica). Nesta praça, há uma famosa loja de departamentos italiana chamada La Rinascente (na foto, à esquerda, ao fundo). A Colonna dell'Abbondanza (Coluna da Abundância),  à direita, foi o que restou do mercado antigo. Está posicionada no epicentro da cidade. 



Além das lojas e cafés, encontramos na Piazza della Repubblica um carrossel e um grande arco, seu arco triunfal. Esta praça abrigava o principal mercado de Florença na época medieval. A praça é também local de apresentações de artistas de rua.


A Piazza della Repubblica é um ponto de encontro popular e, como falei, tem vários cafés, sendo o Caffè Gilli um dos mais famosos. Veja as delícias mostradas em suas vitrines.


Já que toquei no assunto de delícias italianas, você não pode sair do país sem provar seus sorvetes, os mais cremosos que já tomei. Há vários sabores. Os de frutas e os de chocolate são muito bons! Uma das sorveterias mais famosas de Florença é a Gelateria Vivoli.


Da Piazza della Repubblica, continuamos andando e eis que vimos um palácio que nos indicava que era ali a Piazza della Signoria! Essa praça fica no coração de Florença, um coração bem pulsante, por sinal. Cheio de gente interessada nas obras de arte que fazem dessa praça um museu a céu aberto. O palácio que se vê ao fundo é o Palazzo Vecchio (Palácio Velho), que foi construído entre 1298 e 1302 para ser a residência do governo. Depois foi o palácio da família Médici, que foi quem governou Florença por mais de três séculos e quem muito patrocinou as artes.



Agora estou no centro da Piazza della Signoria e ao fundo vê-se a Loggia dei Lanzi, que abriga esculturas lindíssimas da Antiguidade grega e romana e da Renascença.



A Loggia dei Lanzi é uma arcada que foi originalmente criada em 1382 para ser o palco das mais importantes cerimônias de Florença.


A estátua Perseu, de 1554, é uma das que chamam mais a atenção, não só pela beleza da obra, mas também por causa da imagem que representa: Perseu segurando a cabeça de Medusa, a bruxa por ele decapitada. Feita de bronze, a estátua é obra-prima de Benvenuto Cellini. O artista chegou a incendiar sua casa para fundir a escultura.


Esta foi a escultura que eu mais gostei na Loggia dei Lanzi, O Rapto das Sabinas. A escultura, feita em um único bloco de mármore, é de 1583 e é obra-prima de Giambologna. A técnica empregada nesta escultura foi tida como uma façanha, pois permite que a obra seja contemplada em vários ângulos diferentes. É considerada a primeira grande obra da arte renascentista a se utilizar dessa técnica, que segue o estilo denominado figura serpentinada. Entretanto, esta escultura é uma réplica. A peça original está muito bem protegida na Galleria dell’Accademia.


Ao fundo, a Fonte de Netuno, na Piazza della Signoria, obra do florentino Bartolommeo Ammannati. A obra não agradou muito os artistas contemporâneos, entre eles, Michelangelo, que dizia que Ammannati tinha destruído um lindo mármore. Ah, quanta injustiça! A escultura é linda e uma das mais importantes de Bartolommeo. Entretanto, o artista fez mais sucesso como arquiteto, tendo trabalhado nos projetos de vários edifícios, como do Palazzo Pitti, por exemplo. Também foi ele quem desenhou a Ponte della Trinità.


Ao redor da praça, muito comércio e ruas só para pedestres, como a Via dei Calzaiuoli.

Amostras da Piazza della Signoria. Na foto superior à esquerda, a estátua equestre de Cosimo 1º. 


À esquerda, a estátua do David, de Michelangelo. À direita, a estátua de Hércules e Caco, de Baccio Bandinelli. Esta obra do florentino Bandinelli também foi muito criticada e, em princípio, era para ter sido feita por Michelangelo, que não pôde ficar com a incumbência por falta de tempo. 


Segundo dizem, Baccio Bandinelli tentava não somente imitar Michelangelo, mas também superá-lo, porém não conseguia. Esse insucesso fez lhe ter muita inveja de Michelangelo e até ódio. Os entendidos alegam que as formas de Hércules e Caco de Bandinelli são um tanto exageradas e pesadas. Benvenuto Cellini chegou a dizer que seu corpo mais parecia um saco de melões. A estátua representa a força de Hércules vencendo a maldade de Caco, episódio de Os Doze Trabalhos de Hércules. Apesar da má reputação, a estátua é muito admirada na Piazza della Signoria.



A estátua do David (1501-1504) é provavelmente a mais fotografada da Piazza della Signoria, até porque ela é uma das mais famosas de Michelangelo. A beleza da estátua é notável pelo realismo anatômico, conforme atestam os críticos de arte. E realmente a estátua é de uma perfeição incrível. Se a estátua passa esse realismo para os críticos, imagina para os leigos como eu. David é representado na escultura como um guerreiro, em estado de meditação, prestes a lutar contra o gigante Golias. Bem notável é a proporção maior da cabeça e das mãos para dar um melhor efeito à estátua ao ser vista de baixo porque foi feita para ser exposta ao ar livre. A mão do braço esticado chama muito a atenção: repare as veias salientes. David foi esculpido a partir de um único bloco de mármore que estava abandonado havia 40 anos. A estátua tem mais de cinco metros de altura e Michelangelo tinha apenas 26 anos quando começou a trabalhar nela. Pode-se dizer que a estátua de David é um dos símbolos de Florença. Porém, esta da foto, que se encontra na Piazza della Signoria, é uma cópia. A peça original do David foi levada para a Galleria dell’Accademia em 1873 para ficar protegida. Aproveite e tire muitas fotos da cópia, pois no museu não são permitidas fotografias.


Este é o interior do Palazzo Vecchio, que foi entre 1540 e 1550 residência da família Médici. Hoje abriga a Câmara Municipal. Para visitar este pátio que fica logo de frente à entrada do palácio, não é preciso pagar ingresso. Mas o palácio também abriga um museu, para o qual é cobrado ingresso. Para fazer o passeio pelas passagens secretas, é preciso agendar com antecedência.


Fonte no Palazzo Vecchio.


O Palazzo Vecchio e ao seu lado (à direita na foto, ao fundo) a Galleria degli Uffizi.


Panorâmica da Piazza della Signoria, a praça mais famosa de Florença.


Depois pegamos um táxi e fomos à Piazzale (ou Piazza) Michelangelo, pois a pé ficaria um pouco puxado. Mas a corrida de táxi não foi cara (10 euros). A Piazzale Michelangelo é o melhor local em Florença para ter uma bela vista da cidade, especialmente no pôr do sol, quando muitos vêm para cá.


Na Piazzale Michelangelo, há também barracas que vendem souvenirs, mas também há vendedores que expõem seus artigos no chão, entre os mais vistos,  as bolsas. Há muitas bolsas falsificadas, mas o nome da marca Prada estampada nelas atrai os olhares das mulheres!


Outra cópia da estátua do David, esta no centro da Piazzale Michelangelo.


Ao fundo, a inconfundível cúpula de tom avermelhado do Duomo, obra de Brunelleschi.


Não saia de Florença sem passar aqui, na Piazzale Michelangelo!


O edifício do Duomo é o mais alto da cidade.  A catedral, conforme a vemos atualmente, é o resultado de 170 anos de trabalho. A primeira pedra da fachada foi colocada em 1296.


Nas escadas da Piazzale Michelangelo, onde as pessoas descansam, fazem um lanche e contemplam essa paisagem maravilhosa de tons pastéis de Florença. Olha, este é um dos lugares mais alegres de Florença, mas deixe para vir mais no fim do dia.


O arco triunfal da Piazza della Repubblica. A praça é bem vibrante à noite também.


Uma das boas opções para a noite na Piazza della Repubblica é o Hard Rock Cafe.


Piazza della Repubblica, à noite. À esquerda, o Caffè Gilli (rolava lá uma música ao vivo à noite), o Hotel Savoy ao fundo e lojas de marcas famosas.

Lojas de marcas de luxo marcam forte presença em Florença.

Há várias delas: Valentino, Dolce & Gabbana, Prada, Gucci, Dior, Pucci, Louis Vuitton, Ferragamo, Versace, Armani etc. Estas da foto estão na  Via de’ Tornabuoni.


Na manhã do dia seguinte, fomos à Galleria degli Uffizi (visita obrigatória; é um dos principais museus do mundo), pois, como há muita coisa para ser vista nas inúmeras salas, é melhor começar o dia com ela. O palácio foi construído por ordem da família Médici. Se você não tiver reserva antecipada, então chegue bem cedo mesmo, pois as filas são enormes e não duvide nada que você passará umas duas horas nela. Não é permitido fotografar dentro do museu, então aqui já estou na saída dele, com esta vista para o Palazzo Vecchio.


A Galleria degli Uffizi fica ao lado da famosa Ponte Vecchio. A ponte é a mais antiga de Florença (1345), sendo a única da cidade que a Segunda Guerra Mundial não destruiu.


A Galleria degli Uffizi à direita e a Ponte Vecchio ao fundo, cruzando o Rio Arno. A ponte tem muitas joalherias, pois foi onde em 1593 os joalheiros e ourives se instalaram. Essa é a região mais antiga de Florença.



Saindo da Galleria degli Uffizi, encontramos o Museo Galileo. Não é um museu concorrido, por isso nem havia fila. A entrada é paga (9 euros na época) como quase todas as atrações turísticas de Florença, incluindo várias igrejas.



O Museu Galileo é muito mais interessante para quem se interessa mesmo pela história da ciência. Para mim, foi um pouco entediante (e eu também tinha acabado de sair da Galleria degli Uffizi), mas esta exposição muito chamou minha atenção.


Amostras do interior do Museu Galileo.


E aqui estou num dos corredores da Galleria degli Uffizi (o palácio do museu tem forma de U), que é um dos maiores museus do mundo e um dos mais antigos (de 1581). São mais de 40 salas, então priorize suas atenções para não ficar cansativo. Alguns dos principais destaques da Galleria degli Uffizi são as pinturas, por exemplo, O Duque e a Duquesa de Urbino, de Piero della Francesca, a Sagrada Família, de Michelangelo, a Vênus de Urbino, de Ticiano e O Nascimento de Vênus, de Botticelli. Há também obras de Rembrandt, Rubens e Leonardo da Vinci. O Nascimento de Vênus fez-me lembrar de minha adolescência, quando eu lia sobre mitologia e muitas vezes via a gravura dessa pintura nos livros. Foi uma emoção para mim. Não sei se é a pintura mais famosa da galeria, mas, com certeza, é uma das mais procuradas.

A Ponte Vecchio tem três arcos de pedra.



A Ponte Vecchio vista de pertinho. É muito visitada no final da tarde, quando as pessoas vão apreciar o pôr do sol no Rio Arno. Há várias lojas de joias que ficam sobre a ponte, que, na Idade Média, era onde os açougueiros e peixeiros tinham seu comércio.


As joalherias ao longo da Ponte Vecchio. Um movimento intenso por aqui.


As reluzentes vitrines das lojas da Ponte Vecchio.


Se quiser comprar joias em Florença, vá à Ponte Vecchio!


Ao fundo, a Ponte della Trinità.


Depois de olharmos as vitrines da Ponte Vecchio, pegamos uma daquelas ruas na direção do Palazzo Pitti para almoçarmos (há muitas opções de cafés e restaurantes nas redondezas da ponte).


E há também muitos lugares onde você pode comprar um sorvete. Ah, os gelatos italianos... Quem resiste? Ficam todos irresistivelmente expostos assim, nesse formato, e decorados com as frutas de seus sabores.



E eis que, em poucos minutos, vimos o Palazzo Pitti! Ele fica num bairro mais tranquilo de Florença chamado de Oltrarno, que quer dizer “depois do Arno”.


Como o Palazzo Pitti é enorme e este era o segundo e último dia de nossa estada em Florença, tivemos que deixá-lo para a próxima. O palácio abriga museus (um dos destaques é a Galleria Palatina) e tem um lindo jardim, o Jardim de Boboli. O Palazzo Pitti é o mais magnífico de Florença, tendo sido residência dos Médicis, por isso visitar o palácio significa também conhecer os aposentos luxuosos da família. Entretanto, o palácio pertenceu primeiro a outra família rica, a de Luca Pitti, que era um banqueiro de grandes posses e rival dos Médicis. As obras do Palazzo Pitti começaram em 1457 com projeto de Filippo Brunelleschi. Nessa época, as famílias mais abastadas de Florença competiam para ver quem construía a residência maior e mais bonita, pois assim podiam mostrar sua posição na cidade. Mas tantas despesas com opulências levaram Pitti à falência e, apesar da rivalidade (ou por causa dela?), foram os Médicis que acabaram comprando o palácio em 1549.


Depois do almoço no Caffé Pitti (Piazza Pitti 9), que fica bem de frente ao palácio, fomos à  Santa Croce (mas fomos de táxi, pois o cansaço já dava sinais e não queríamos perder energia para as próximas visitas). Esta é uma das igrejas mais lindas de Florença. É uma igreja gótica de fachada de mármore que foi construída aproximadamente em 1294. À esquerda, estátua em homenagem a Dante.


Muitos florentinos ilustres estão enterrados na igreja de Santa Croce, tais como Michelangelo, Maquiavel e Galileo Galilei. Por isso, a Santa Croce é o Panteão de Florença. Ao lado da igreja, há o Museo dell’Opera di Santa Croce e a Cappella dei Pazzi. Mas, como já comentei, as filas para as grandes atrações de Florença ficam enormes na alta temporada. Então, esta igreja também ficou para a próxima, pois, além de não termos tido coragem de encarar a fila, tínhamos hora marcada na Galleria della’Accademia.



À esquerda, a entrada da Galleria dell’Accademia, a de Belas-Artes, que foi fundada em 1563. Em frente a ela forma-se uma fila enorme que vai até a esquina da rua. Quem faz reserva não precisa enfrentar essa fila, mas só entra no horário agendado. Chegamos com aproximadamente uma hora de antecedência e tivemos que esperar.  Então, fomos tomar um café aqui perto. Michelangelo foi um dos fundadores da Galleria dell’Accademia, que abriga várias de suas obras, sendo a principal o David. Todos querem tirar foto dessa estátua, mas é proibido. Não se pode fotografar nada na galeria, os guardas ficam de olho mesmo (mas alguns disfarçavam bem e conseguiam tirar com o celular). A Galleria dell’Accademia tem esculturas, pinturas e bustos de argamassa de diversas personalidades, muitas florentinas.


Na Itália, muitas motos (muitas mesmo) transitam pelas ruas. Esta, em particular, chamou minha atenção. J


Este é um pequeno mercado, mas de alto astral nas noites de verão, com músicos tocando para o público que resolve parar e apreciar. O local chama-se Mercato Nuovo. E as “bolsas da Prada” são encontradas em todos os cantos de Florença. J


Sob as arcadas do Mercato Nuovo.


Os músicos enchem de vida o Mercato Nuovo.


E eis aqui a estátua de bronze do javali do Mercato Nuovo, Il Pocellino. Este é uma cópia, o original do século XVII de mármore romano encontra-se na Galleria degli Uffizi. Não se esqueça de esfregar o focinho do javali para atrair boa sorte e retorno a Florença!


Esta é a entrada do hotel onde nos hospedamos em Florença, o Hotel Casci. É um hotel bem simples, mas muito atendeu às nossas necessidades. Não vou ficar pagando um absurdo em hotéis (os hotéis em Florença são caros) onde só vou parar basicamente para tomar banho e dormir. Então, o importante é que a suíte seja limpa, assim como a cama, e que o chuveiro seja bom. E nesses quesitos o hotel foi aprovado. Ele é dirigido pelos próprios donos, que, por sinal, são simpáticos e atenciosos.


Mas, como falei, o hotel é simples (duas estrelas), como pode-se ver pela foto do nosso quarto. Os quartos são pequenos, mas têm frigobar e ar condicionado. Têm internet wifi grátis também, mas o sinal é muito fraco. Só consegui fazer uma conexão no saguão do hotel, o que não foi um problema para mim, pois a internet não me era uma prioridade. O Hotel Casci ainda inclui café da manhã (estilo bufê self-service) bem razoável, tem uma ótima localização (no bairro San Marco e a passos da Piazza del Duomo) e sua recepção funciona 24 horas. Suas tarifas são muito boas. Resolvi reservar neste hotel por causa dos ótimos comentários no Tripadvisor. Por isso, é preciso fazer reserva com muita antecedência para este hotel. Como ele é pequeno e bem conceituado dentro de sua categoria, ele está sempre lotado. Se você não se importa com luxo, quer economizar seus euros, não está em nenhuma viagem romântica e não vai precisar ficar conectado à internet, é este o hotel que eu indico. Principalmente para jovens.



Em Florença, não se esqueça de comer uma Bistecca alla Fiorentina, que é um enorme filé de carne bovina italiana. Mas o preço é salgado, pois a comida na Europa é cara, principalmente a carne. Só este bife custou 20 euros (converta em reais e diga se não é cara).



Deixamos Florença em nosso terceiro dia na cidade, já pela manhã. Novamente passamos pela Basílica de San Lorenzo. Depois fomos andando e carregando nossa bagagem até a estação de trem Santa Maria Novella, que fica bem no centro da cidade.


Em frente à estação de trem, encontra-se a Igreja de Santa Maria Novella, que é uma das maiores de Florença. Mais uma igreja que não tivemos tempo de visitar, mas sei que seu interior é cheio de obras de arte de grandes artistas, como Brunelleschi e Filippino Lippi.


A Santa Maria Novella é uma igreja gótica. Esta é fachada lateral da igreja. A bonita fachada de mármore fica do outro lado da rua.


A estação de trem Santa Maria Novella é grande, conta com muitas lojas.


Quando você chega à estação de trem, é preciso procurar nos painéis (ao fundo) pelo número e destino de seu trem para saber em qual plataforma ele irá chegar. Depois disso, ficamos à espera.


Vambora agora pra Milão!


Veja neste vídeo (07:12) um pouquinho da Piazzale Michelangelo, da Piazza della Repubblica, do Mercato Nuovo, do interior do Duomo, da Piazza della Signoria e da Via dei Calzaiuoli.


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Florença inspira curiosidade já pelo nome. Muito antes de conhecê-la, seu nome já me intrigava e me atraía. Afinal, “Florença” remete a “florescer”, a “fazer brotar”, a “nascer”, a verbos assim, que refletem prosperidade e vida nova. Então, quando aprendi que Florença é o berço do Renascimento, tudo veio a fazer sentido na minha cabeça. Mesmo que os romanos não tenham lhe dado esse nome fadando-lhe esse destino (os romanos fundaram a cidade cerca de 60 a.C., batizando-a de Florentia), a verdade é que a cidade apropriou-se bem da acepção de seu nome (Firenze, em italiano) e fez nascer uma nova arte na Europa.

Já se vê que não dá para falar de Florença sem falar do Renascimento. Em linhas gerais, o Renascimento foi um movimento que aconteceu na Europa na passagem da Idade Média para a Moderna e que transformou a arte, a filosofia, a ciência, a cultura, a política, a religião e a sociedade. O Renascimento deu origem à ciência moderna e ao pensamento de que a política tinha que ser desvinculada da religião. Muitas crenças foram testadas à luz da ciência. Nas artes, as pinturas foram modernizadas e a técnica da perspectiva nasceu e possibilitou a representação tridimensional do espaço.

O movimento do Renascimento aconteceu também em outros países da Europa Ocidental e não somente na Itália, mas foi na Itália onde se originou e foi mais expressivo. Em Florença, particularmente, houve um grande patrocínio para as artes por parte dos ricos banqueiros, como dos Médicis, por isso foi em Florença que o Renascimento ganhou maior força, muito por causa de dois grandes artistas: Leonardo da Vinci e Michelangelo.

Leonardo da Vinci foi um gênio que deu vida a grandes obras de arte, mas também incentivou pesquisas na engenharia e na ciência, tendo, inclusive, criado projetos de máquinas voadoras. Ele foi matemático, arquiteto, pintor, escultor e não parou por aí.

Michelangelo também foi pintor, escultor e arquiteto, autor de várias obras de arte, muitas representando o nu masculino, como pode ser visto na escultura David. Por causa de seu enorme talento, era conhecido como “o Divino”. Mas, se formos falar das artes que foram influenciadas pelo Renascimento, há muitas outras personalidades italianas para citar, como Brunelleschi e Botticelli.

Galileo Galilei foi outro gênio que teve papel importante no Renascimento, mas na área científica. O “pai da ciência”, como é conhecido, foi também patrocinado pelos ricos banqueiros de Florença, incluindo os Médicis. A família Médici, que governou Florença por muito tempo, investiu pesadamente nas artes e em obras monumentais.

A época do Renascimento teve muitos outros nomes de gênios que estudaram em Florença. Para não deixar de citar um nome muito importante na política, não podemos nos esquecer do historiador Maquiavel (o principal historiador de Florença) e sua obra O Príncipe. E, nas letras, destaca-se o poeta Dante Alighieri e sua Divina Comédia.

Por conta de seu legado cultural, Florença é o cenário ideal para os amantes de história, pois a cidade tem muito para contar em suas galerias, museus e praças. Para quem chega pela primeira vez em Florença, a primeira visita deve ser logo para arrebatar: a Piazza del Duomo. Ela pode ser irritavelmente cheia, mas é hipnotizante. Absolutamente nenhuma outra catedral me deixou tão maravilhada quanto essa. Não por causa do seu interior, mas por causa de sua fachada. Sabe quando uma atração supera as suas expectativas, mesmo quando elas já são altas? Assim foi com o Duomo de Florença. Deslumbre à primeira vista. O complexo da Piazza del Duomo (catedral, museu, campanário, batistério) é tão grande que não cabe no visor de sua máquina fotográfica. Muito menos caberia a beleza. Os detalhes artísticos desenhados na fachada do Duomo e no “Portão do Paraíso” do Batistério são só possíveis de serem apreciados a olho nu. E de olhos bem abertos.

Indubitavelmente, a atração de Florença que eu mais gostei foi a Piazza del Duomo. Visitá-la já valeria a visita à cidade, Florença nem precisaria ter mais nada. Mas o melhor de tudo é que ela tem mais: uma praça que é um verdadeiro museu a céu aberto (Piazza della Signoria), uma ponte muito antiga e inspiradora (Ponte Vecchio), um museu que é um dos principais do mundo (Galleria degli Uffizi) e uma praça com uma vista deslumbrante (Piazzale Michelangelo). Acho que já bastaria para o número de atrações de uma cidade, não é verdade? Mas Florença ainda tem outras igrejas magníficas, palácios, mercados populares e, para quem procura por luxo, lojas de grife.

Tudo isso Florença oferece numa cidade compacta, o que quer dizer que dá para fazer quase tudo a pé, o que é uma mão na roda para o turista. Por isso, dois dias (intensamente aproveitados) são suficientes para ver o “essencial do essencial” de Florença. Porque, por causa da quantidade de museus, galerias e igrejas e o tempo que se leva para conhecê-los internamente, você precisaria de mais uns três dias talvez, um tempo que muitos turistas podem não ter na agenda, como foi o meu caso. Eu passei dois dias na cidade e fiquei muito satisfeita com tudo o que eu consegui ver em tão pouco tempo. Mas não posso negar que foi cansativo e que alguns lugares que eu gostaria de ter visitado, apesar de não terem sido prioritários no meu apertado roteiro, ficaram para trás. Por isso eu diria que três dias é o tempo ideal para quem quer curtir Florença num ritmo mais calmo e ver um pouco mais do que o basicão. Principalmente se a viagem for no verão (alta temporada), pois as filas para as atrações são grandes e o calor pode desestimular algumas visitas.

Florença é uma cidade muito especial. Saber fazer jus ao seu nome de batismo poucas podem. E, se ela tem esse dom de realizar desejos, então, prepare-se, pois se você sonha conhecê-la, você pode vir a ser mais um a quem ela vai encantar. Como a esta pessoa que lhe escreve!



QUANTOS DIAS FICAR EM FLORENÇA?

Como expliquei acima, o tempo mínimo ideal são três dias.


O QUE VISITAR EM FLORENÇA EM DOIS DIAS?

Considero as atrações que eu visitei as ideais para quem dispor de somente dois dias em Florença. Abaixo vai um resumo das atrações que eu vi, algumas só externamente. Só não incluí o Museo Galileo porque, apesar de eu ter visitado, é para um público mais específico, que gosta muito de história da ciência.

- Piazza del Duomo (Duomo, Campanille di Giotto, Battistero, Museo dell’Opera del Duomo)

- San Lorenzo e Cappelle Medicee (incluindo a feira e o Mercato Centrale)

- Piazza della Repubblica

- Piazza della Signoria (o Palazzo Vecchio, a Loggia dei Lanzi, a Fonte de Netuno, a cópia de David, entre outras atrações)

- Piazzale Michelangelo

- Galleria degli Uffizi

- Ponte Vecchio

- Palazzo Pitti

- Igreja de Santa Croce

- Galleria dell’Accademia

- Mercato Nuovo

- Igreja de Santa Maria Novella

Tendo mais tempo em Florença, inclua um maior número de visitas internas das atrações acima e/ou outros museus, palácios ou igrejas, tais como:

- Mosteiro de San Marco

- Palazzo Medici-Riccardi

- Museo dell’Opera di Santa Croce e a Cappella dei Pazzi

- Igreja de Orsanmichele

- Casa di Dante

- Museo Nazionale del Bargello

- Santa Maria del Carmine – Cappella Brancacci

- San Miniato al Monte


COMPRAS:

Em Florença, há várias lojas que vendem roupas, artigos em couro (sapatos, bolsas, casacos), joias e vinhos. Essas são boas opções de compras. As lojas de grife estão na Via de’ Tornabuoni (esta é a principal) e na Via della Vigna Nuova. Na Via Roma, além de lojas de grifes, há também as grandes lojas de redes. Na Via dei Calzaiuoli e na Piazza della Repubblica, também há lojas. Para compras mais simples e mais baratas, a feira de San Lorenzo é a melhor opção.


RESERVAS DE INGRESSOS (UFFIZI E ACCADEMIA):

Tanto para a Galleria degli Uffizi quanto para a Galleria dell’Accademia, nosso hotel nos fez a reserva antecipada. Assim, tudo que precisamos fazer no dia foi chegar com pelo menos 15 minutos de antecedência à entrada dos museus e recolher os ingressos com o número de nossa reserva. Pagamos na hora (só pode ser pago com dinheiro). O ingresso na época custou 11 euros para ambas as atrações, porém pagamos também a taxa de reserva, que foi de 4 euros (totalizando 15 euros). Vale a pena pagar os 4 euros a mais e se livrar da enorme fila.


CURIOSIDADES:

— A estátua de David, de Michelangelo, já passou por poucas e boas. Em 1527, um banco voou pela janela do Palazzo Vecchio e quebrou o braço esquerdo da estátua. Outro infortunado episódio ocorreu em 1544, quando seu ombro esquerdo caiu e matou um camponês. Durante muito tempo, David ficou ao ar livre na Piazza della Signoria. Mas, em 1873, a escultura foi levada para a Galleria dell’Accademia. Ficou embrulhada lá por nove anos até que seu lugar ficasse concluído, o que lhe causou muito mofo. Depois, em 1992, uma pessoa esmagou-lhe o pé esquerdo com um martelo. Essas são algumas das tristes histórias envolvendo a obra-prima de Michelangelo.

— Florença viveu uma tragédia em 1966. Uma inundação destruiu a cidade após 40 dias ininterruptos de chuva. O Rio Arno transbordou. A inundação matou pessoas, destruiu casas e danificou importantes edifícios, como a Biblioteca Nacional, além de muitas obras de arte.

— Você sabia que Florença já foi a capital da Itália? Mas somente durante o breve período de 1865 a 1871.


NOTAS:

— Em Florença, há restaurantes que fecham por volta das 14:00-15:00 e só reabrem para o jantar, por volta das 20:00, se bem que na alta temporada muitos não param, mas é bom ficar atento. Para pedir a conta, você pode dizer: Il conto, per favore.

— As refeições na Itália são compostas por antipasti, il primo e il secondo, este podendo ser acompanhado por uma insalata. Não é preciso pedir tudo isso, a não ser que o restaurante seja fino. Nesta postagem, dou mais detalhes.

— É sempre mais barato comer em pé nos bares, pagando primeiro no caixa e levando seu pedido para o balcão. Se você se sentar, um garçom irá anotar seu pedido. Não pague no caixa e depois se sente!

— Agosto não é o mês ideal para visitar a Itália, pois é quando os italianos entram em férias e muitos estabelecimentos fecham.

— Florença não tem metrô, apenas ônibus e táxis. Mas a cidade é facilmente percorrida a pé.

— Florença é famosa pelos sapatos feitos artesanalmente.

— Nomes de grandes estilistas florentinos: Gucci, Pucci e Ferragamo.


TREM DE VENEZA PARA FLORENÇA:

Saí de Veneza de trem (estação Venezia S. Luzia) e em aproximadamente duas horas e cinco minutos — e em linha direta — cheguei à estação Firenze S. M. Novella. É muito fácil e prático viajar na Itália de trem (e na Europa, em geral). Amo viajar de trem na Europa e quando vejo que a viagem não precisa de conexões, mais empolgada eu fico. E o bom das viagens de trem na Itália é que a Trenitalia facilita muito a vida do viajante. Pela Trenitalia, você pode comprar a passagem pela internet no Brasil, imprimi-la em casa e embarcar direto com ela no trem, já com seu assento reservado, sem nenhuma burocracia. Durante a viagem, o fiscal passa no vagão e confere o número da reserva no papel que você imprimiu em casa. Porém, a Trenitalia não disponibiliza esse serviço a todos os destinos (por exemplo, Milão-Zurique), mas oferece a muitos outros. É preciso entrar no site, pesquisar e sempre ler com muita atenção todas as informações contidas na sua reserva. Mas cuidado ao digitar o nome da cidade, que precisa ser em italiano. Por exemplo, ao pesquisar as inúmeras opções de viagens a partir de Florença, você precisa digitar Firenze. E uma observação muito importante: se comprar sua passagem na estação de trem, valide-a numa das máquinas amarelas nas plataformas antes de embarcar para o fiscal não lhe multar. Na postagem sobre Pisa, falo mais detalhadamente sobre a compra de passagens online na Trenitalia.


PARA ESTICAR A VIAGEM:

De Florença você chega a várias outras cidades italianas sem conexão. Rapidez e praticidade. Exemplos? Roma (cerca de 1h30m), Verona (cerca de 1h30m), Milão (cerca de 2 horas), Veneza (cerca de 2 horas) etc. Mas você pode ir ainda mais longe fazendo uma viagem internacional, porém provavelmente precisará fazer pelo menos uma conexão. Eu, por exemplo, escolhi ir a Zurique, na Suíça. Saí de Florença e fui para Milão, passei o dia e dormi em Milão, e no dia seguinte parti para Zurique. A viagem de trem de Milão a Zurique dura cerca de 4 horas e é em linha direta.


SITE DE INTERESSE:



Data desta visita: Julho de 2012.


2 comentários:

Sandra Belfort disse...

Adorei!!!

Regina Mendes disse...

Que bom, Sandra! Florença é tudo de bom mesmo! :-)